Esse é um caminho de portais vermelhos (os portais, que estão em todos os templos Shintoístas, chamam-se "torii" em japonês) no templo Fushimi Inari, em Kyoto. O caminho de toriis data de 711 d.C.. Inari é raposa em japonês, e por todo o caminho há estátuas de duas raposas, os deuses desse templo.
Há controvérsias sobre o número de torii, mesmo porque miniaturas deles estão por toda parte, e isso superfaturaria os números, mas a conta mais comum é a de que há 10.000 portais, ao longo de 4 km, um caminho que sobre até o pico de uma colina e desce pelo outro lado, levando novamente ao santuário principal. Os portais tem escrito o nome da pessoa ou empresa que pagou por eles, você pode comprar um portal a partir de 2.000 yenes (65 reais! uma pechincha)
O caminho é longo, mas nem todo mundo faz a volta completa, existem alguns pontos de descanso (com um pequeno santuário, cemitério, restaurante, banheiro e lojinha de souvenirs religiosos) que são conhecidos pontos de escape. Você vai até o primeiro, ou até o segundo, e volta. Se no primeiro trecho há congestionamento de pessoas, o último é quase particular. Existe quem faça até o fim, e existe quem faça até o fim em forma de peregrinação, rezando em cada pequeno santuário, ou de joelhos, ou carregando algo pesado, ou usando sapatos tradicionais japoneses em madeira, bem desconfortáveis.
Caminhar por essa trilha tão cheia de significado (o portal é a entrada para o sagrado) é quase uma meditação. Por vezes você vai admirando o tamanho, a simetria ou o desenho que os portais formam, outras vezes presta atenção nas frestas de natureza entre um portal e outro.
Neste Japão, o que não falta é beleza e história.

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