quinta-feira, 16 de junho de 2016

Nossos japoneses são melhores que os outros!



Quem me conhece sabe que tenho muito medo de fantasma e de baratas. Quanto aos primeiros, não há muito o que fazer. Luzes acesas, evitar até trailler de filme de terror, não ler reportagens sobre fatos inexplicáveis.

Mas as baratas, ah essas belezinhas! Quando cheguei aqui no Japão, fui ouvindo de muitas bocas que no verão tem baratas aos montes. E elas voam!!!! Uma amiga bióloga uma vez me disse que "barata é inseto, todo inseto voa, logo, se a barata ainda não voa é porque ainda não é adulta o suficiente". Quase deixei de ser amiga!

Ainda na primavera (em maio tivemos temperaturas de 35 graus) já recebi três visitantes. E todas foram enfrentadas com maturidade, sem gritos ou chiliques, já que uma mãe precisa ensinar aos filhos que barata não é nenhum velociraptor.

Esse spray aí da foto é meu grande aliado. Ele CONGELA os insetos. Não rola nem aquelas perninhas nervosas se debatendo depois! O Brasil deveria importar ou produzir essa magia, ontem!!!!

Me sinto o próprio Mr. Freeze!

terça-feira, 14 de junho de 2016

Prendas do Japão



Lá no Sul do nosso Brasil brasileiro, prenda é uma moça bonita. Lá na minha festa junina, prenda é o que você ganha de prêmio numa brincadeira ou sorteio ou jogo. As moças prendadas são as que têm muitas habilidades manuais, mas o Japão é o novo campeão das prendas, em todos os sentidos.

Prendados. Tudo aqui é bonito, bem feito, bem acabado. O visual de um prato é tão importante quanto o sabor (vocês sabiam que as mães japonesas precisam preparar o almoço que as crianças levam na escola, e que se o arroz não tiver formato de bichinho, a criança é ridicularizada pelos coleguinhas? É o bulling da marmita!!!).

Prendas. Para quem gosta de mulheres estilo boneca, impecáveis, maquiadas e bem vestidas, o Japão é perfeito. Para quem gosta das cuidadosamente desarrumadas estilo grunge também. E as japonesas em geral preferem namorar não-japoneses. Aparentemente eles não são românticos.

Prendas. Agora sim, o paraíso japonês. Na saída do restaurante, tem sempre uma caixa de balas pras crianças. No consultório do dentista, uma caixa cheia de bugigangas da loja de 1,99, toda criança ganha um à escolha na saída. Em cada canto, uma prenda. Ou uma máquina onde você coloca uma moeda pra ganhar uma prenda.

Gosto é sempre pessoal. Eu fiquei entre a surpresa, a risada e o nojinho quando vi essa máquina aí da foto. Aqui embaixo, um close nas prendas que vc poderia ganhar. Chaveiro em formato de sushi, sashimi, espetinho de frango ou de ovinhos de codorna... tudo muito bonito e de bom gosto (?) pra você carregar sua chave com toda a discrição!!!! ;-)



segunda-feira, 13 de junho de 2016

Mais um dia, mais uma foto! Só no Japão!!!


Papel higiênico com a pontinha dobrada. A gente logo pensa que é em hotel, certo?

Errado!

Por estas bandas, banheiro é assunto sério. Nem sempre é impecável, nem sempre cheira a desinfetante, nem sempre o chão é limpíssimo (só é muito limpo em 90% das vezes!). Pode ser que você chegue a um banheiro de teatro, museu, restaurante ou banheiro público, e encontre o vaso oriental, no chão, que você precisa agachar pra usar.

Mas sempre, mesmo que seja um banheiro público na trilha que te leva pra um ponto perdido da montanha, sempre tem papel higiênico!!!! E em alguns, tem até essa grata surpresinha de papel com a ponta dobradinha no maior capricho, como esse da foto aí de cima, no zoológico.

Aliás, além de ser um zoo fantástico, com muitos animais, todos bem instalados em locais espaçosos e limpos, eles tiveram o cuidado de espalhar restaurantes e lanchonetes ao longo do percurso proposto para a visita. E além desses reastaurantes, existem banheiros por todo o percurso, a cada 500 ou 600 metros, coisa bastante útil quando vc visita um lugar com crianças!

Esse banheiro aí da foto era impecável, com vaso ocidental (e todos os botões de água quente, fria, ducha, som ambiente... enfim) e o papel.

Toda mulher sabe a tristeza de encontrar banheiro sem papel. Alguns homens também!

(Sim, segue outra foto do banheiro público mais requintado da história do Universo)

domingo, 12 de junho de 2016

Uma foto por dia? Quer enganar quem, mané?

Eu disse que ia postar uma foto por dia. Achei realmente que ia conseguir (na verdade, se conseguisse fazer isso do meu telefone, não seria nada difícil!) mas preciso achar o computador, baixar as fotos do celular nele, aí já viu a falta de tempo e perseverança!

Mas hoje é um novo dia e eu baixei TODAS as fotos do iPhone desde janeiro, quem sabe a assiduidade da pessoa aqui melhora!

Pra comemorar, pipoca! Porque onde tem pipoca tem festa! Deu preguiça de fazer a pipoca, sujar panela, sujar o pote onde vai colocar depois? Vem pro Japão, porque aqui você compra tudo quase feito. A panela descartável de aluminio já vem com a manteiga e a pipoca, e depois serve de pote pra servir!

Com essa astúcia voces não contavam!


quarta-feira, 25 de maio de 2016

Coitada da Magali



A Magali da Turma da Mônica vive comendo melancia. Fico imaginando o rombo no orçamento se ela viesse morar em bandas nipônicas.

Juro que vou parar de postar sobre o preço das frutas (claro, a não ser que eu veja um disparate imperdível!). Eu tirei as fotos das melancias com a minha mão, pra dar noção do tamanho pequeno das frutas.

A baby melancia, tamanho de um melão guadalupe pequeno custa 980 ienes, ou seja 31 reais. Já a grande, tamanho de um melão amarelo grandão, sai por 2700 ienes, 87 reais. Daí eu penso naquelas melancias gigantes que se vendem em caminhões pelas ruas,  por precinhos amigos! Aquela melancia que mata a sede da familia toda nas férias de verão, na praia...

Quando faz calor, a gente pensa mais no Brasil e em todas as coisas boas que vivemos ali!

domingo, 22 de maio de 2016

Fruta de ouro!


Continuando a série "Sou rica, comi fruta", vejam o melão. Um melão, perfeito, redondo, lindamente apoiado em papel, cuidadosamente colocado na caixa, que se fecha e faz dele um presente.

Reza a lenda que os japoneses escolhem algumas frutas na planta. As outras são arrancadas ainda pequenas, para que as poucas (ou a única às vezes) fruta receba toda a doçura dos nutrientes da terra, toda a água, toda a força daquela planta. Se a planta produz menos e com mais qualidade, é justo que o preço suba.

Vamos à conversão: um melão lindo custa apenas... 257 reais!!!!

Mas eu já comprei um melão a 350 ienes (11 reais), era horrível, quase um pepino. Noutro dia compramos um de 1500 ienes (48 reais) e estava delicioso. Esse da foto é só pra ver... me recuso a pagar tudo isso por uma fruta.

Noutro dia li uma notícia de que uma fazenda de melões tinha sido assaltada na madrugada, levaram 180 melões maduros que seriam colhidos na manhã seguinte. Se fossem como os melões da caixa, imaginem o prejuízo!

Aguardem! Tem mais! O Japão não cansa de dar assunto!

sábado, 21 de maio de 2016

Sou ricah! Comi fruta!!!!


Isso vai ser uma série. Mais pomposa que Downton Abbey! A vida no Japão não é barata, mas os preços no supermercado são bem tranquilos (ainda mais pra gente vindo da Suíça!)

No entanto, o preço das frutas ainda me choca. Existem lojas - não, boutiques - de frutas onde tudo é perfeito, todos os morangos têm a mesma cor e mesmo tamanho, cada fruta embalada como um presente... e os preços são exorbitantes. Mas mesmo no supermercado aqui da esquina tem melão embalado para presente! E neste mesmo mercadinho de bairro, cada manga custa 1980 ienes.

Espera, falemos em real! Uma manga custa a bagatela de 65 reais! Eu não tenho coragem de pagar!!!!

Aguardem mais frutas a preço de banana. Folheada a ouro!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Cores e sabores


Em cada país, usos e costumes diferentes, certo? Mas o que a gente não pensa é que cada país tem suas variedades de frutas e legumes!

Na Suíça, descobri que cenoura nem sempre é alaranjada; por lá tem cenoura branca, laranja, vermelha e preta. No Japão descobri outro dia uma melancia amarela. Hoje foi o dia dele, o aspargo!

Eu conhecia o primo verde, e o primo branco. Esse roxo da foto acabamos de ver. Mas ainda não comemos. Up date em breve!

Malu

domingo, 15 de maio de 2016

As ruas e os postes


Então. Uma foto feia, e tanto a ser dito sobre ela. Primeiro, os postes e os fios de luz, emaranhados, emporcalhando a paisagem. A gente mora no Brasil a vida inteira e mal se dá conta de que existem fios lá em cima, a vista se acostuma. Às vezes, na frente de uma favela, a feiúra chama mais atenção devido à concentração de "gatos", mas é vida que segue.

Na Europa e nos Estados Unidos (e não sei mais onde, talvez nos centros históricos de algumas cidades brasileiras, lembro que Parati queria fazer, não sei se fez.) a fiação é toda enterrada, e a diferença que isso faz no horizonte é imensa. Existem postes, claro, para a iluminação, mas os fios estão todos escondidos!

Mas não foi por isso que postei essa foto. Foi por causa dos postes, sim, mas porque eles ficam na rua!!!! Muitas ruas aqui não tem calçada, ou elas são muito estreitas. As ruas também são estreitas em sua maioria. E são de mão dupla em sua grande maioria. Acharam o problema?

Ruas estreitas, de mão dupla, e os postes ainda ficam na rua, limitando ainda mais o seu espaço útil. E para dirigir por aqui, na mão inglesa, em ruas sinuosas e estreitas, desviando de carros e postes... hoje, eu nem acho aqueles carrinhos japoneses quadradinhos e minúsculos tão feios assim.

Beijos

terça-feira, 10 de maio de 2016

Melancia melancia!


Chocados com a imagem? Eu fiquei! Eu sabia que havia esquisitices com as melancias japonesas, sempre procuro a famosa melancia quadrada (ainda não vi!), mas essa amarela foi uma surpresa.

Claro que fui pesquisar, e descobri que melancia amarela só existe em países frios. E essa que se vende hoje é enxertada até ficar tão boa quanto a vermelha, já que a amarela original não é tão doce ou saborosa.

Não, não comprei. Mas vou criar coragem e experimentar!

domingo, 8 de maio de 2016

Ainda sobre bicicletas!


Este é o estacionamento de bicicletas de um centro comercial pequeno, de bairro, pertinho de casa. Todo mundo aqui vai às compras de bicicleta. Saudável e econômico, além de não poluir o meio ambiente. Dá pra ver as bicicletas a perder de vista?

Difícil é achar lugar pra estacionar!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Bicicleta nao, mom's bike!!!!

Essa bonitona aí da foto é a famosa "mamachari". Se no Brasil as mães tem uma SUV para levar os filhos pra escola, no Japão o item obrigatório é a bicicleta. Equipada.

Eu sei que essa foto é confusa, são algumas bicicletas muito próximas umas das outras. Mas eu ajudo. Bicleta branca em primeiro plano: cadeirinha para criança atrás, outra cadeirinha infantil na frente, e ainda uma cesta de compras. Para finalizar, a mamachari tem um motor, afinal de contas, no Japão tem muita subida e os filhos pesam!

Eu já vi mães carregando três crianças na bicicleta, o maiorzinho vai de pé na travessa em cima do pedal. O governo japonês já lançou campanha pedindo pras mães não exagerarem na dose de filhos na bicicleta, o recomendado é no máximo dois.

Uma pesquisa indica que 25% dos estudantes e 16% dos trabalhadores usam a bicicleta como principal meio de transporte. Mas num país em que as ruas são estreitas, estacionamentos são raros e caríssimos, há segurança no trânsito (até avenidas grandes tem limite de velocidade 50km\h) e 80% da população é proprietária de uma bicicleta, não dava pra ser muito diferente. E, na maioria dos lugares, o estacionamento pras magrelas é gratuito.

Bora pedalar?                                                                

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Day care para velhinhos!



Péssima foto, eu sei, mas a idéia é brilhante! Eu sempre passo na frente desse lugar, e sempre vejo um grupo de velhinhos comendo, ou colorindo aqueles livros que ficaram tão na moda ano passado, ou fazendo crochê, ou colagem, ou pedalando a bicicleta, ou andando na esteira...

Perguntei, pesquisei e descobri! Um day care para velhinhos! Quando você vai tabalhar e tem filhos pequenos, você os deixa na escolinha ou na creche, certo? E quando você tem pais velhinhos que não tem mais condição de ficar sozinhos em casa? Leva pra creche da melhor idade!!!!

Descobri que há centenas dessas "creches" pelo Japão, e elas são inclusive cobertas pelo seguro saúde do idoso. Muito melhor que ele fique sob supervisão, minimizam-se as quedas no banheiro, queimaduras ou desidratação. Elas funcionam das 8.30 até as 17.30, todos os dias da semana. Mais barato que pagar um acompanhante para ficar em casa, essa idéia é boa para a família, para o idoso - que tem suas horas preenchidas com diversas atividades que mantêm o cérebro e o corpo ativos - e até para o governo ou plano de saúde, já que a constante supervisão detecta os problemas logo no início, quando são mais fáceis de tratar.

Tem enfermeira, bicicleta ergométrica, alguns aparelhos de musculação, comida fresquinha e amigos para conversar. Tem um monte de gente que passa pela porta todo dia, as crianças indo e voltando da escola, a vida que não para. E do mesmo jeito que eu olho encantada para esses velhinhos lá dentro, eles olham encantados para as crianças aqui fora.

Bora lá, Brasil, seguir o exemplo?

segunda-feira, 25 de abril de 2016

A importância do detalhe

Essa é a foto do jardim de um dos muitos templos de Kyoto. Todos são lindos e todos seguem certas regras. A água é sempre escura, assim funciona melhor como espelho para a natureza que a circunda. Existem plantas que só estão ali devido ao perfume que exalam. As pedras, as árvores, tudo é estudado para proporcionar encantamento, elevar o espírito, acalmar a alma.

E para que tudo isso aconteça, é preciso haver manutenção, claro. E além dos óbvios trabalhadores que limpam pedras, replantam árvores ou podam os arbustos, encontramos muitas vezes essas figuras quase invisíveis. São senhores e senhoras já de idade, sentadinhos na grama (musgo), arrancando cada matinho, cada erva daninha, cada rebento de natureza que resolva nascer sem obedecer a ordem do jardim.

É um trabalho minucioso, de paciência e atenção. Tanta atenção que minha câmera foi hipnotizada até chegar ali. Então mais uma vez vou corromper a idéia do blog e deixar uma foto em close do trabalho árduo da senhorinha.


domingo, 24 de abril de 2016

Idade é só um detalhe (2)


Idade? Quase sempre uma desculpa para (não) se fazer o que (não) se tem vontade. Aqui no Japão, 26% da população tem 65 anos ou mais. Pra dar uma idéia, no Brasil esse número cai para 18% na União Européia, e cai ainda mais no Brasil, onde a contagem de pessoas acima de 60 anos é de 12,5%.

Na Europa eu me lembro do choque que levei quando vi um idoso com tubo no nariz, sozinho, fazendo suas compras no supermercado empurrando seu carrinho de oxigênio. Idosos que resolvem toda a sua vida, com o apoio de um andador\ carrinho de compras. Idosos que se locomovem não com uma bengala, mas com duas, dada a condição precária de força nas pernas.

Aqui não é diferente. E com um número muito maior de idosos. Mas eles não tem fila especial no supermercado, e muitos permanecem em pé no transporte público, apesar dos assentos a eles reservados.

E o senhorzinho aí da foto? repararam na bengala ali ao lado? Pois ele deixou a bengala no chão, colocou ao lado a preguiça e o mau humor, e foi jogar badmington com os jovens do parque. Saí pra lá preguiça!

sábado, 23 de abril de 2016

Idade é só um detalhe!


Os quimonos são as roupas típicas do Japão, disso todo mundo sabe. Mas que são pesadíssimos, cheios de camadas e detalhes, e bastante desconfortáveis, disso não se fala muito.

Para usar quimono não há idade. Alguns detalhes mudam, de acordo com a "maturidade da mulher". As jovens solteiras tem mangas bem compridas, as jovens usam um laço atrás, as mulheres mais maduras tem uma amarração do obi (a faixa) sem laços.

A bonitinha aí da foto esta toda feliz desfilando seu quimono em Kyoto, mas com tênis. As sandálias de madeira são outro item desconfortável, especialmente se faz frio ou se chove.  Ainda bem que as jovens mamães japonesas não são tão tradicionais e pensam mais no conforto das suas crianças!

terça-feira, 19 de abril de 2016

Banheiro: manual ilustrativo


O banheiro tradicional japonês não tem vaso sanitário. Eles usam algo parecido com a "turca", um pouco mais estreito, um pouco mais longo, e as pessoas fazem seu "serviço" de cócoras, agachados de frente para o "vaso".

Com a globalização e a modernização, os banheiros ocidentais ganharam espaço e hoje competem lado a lado com os banheiros tradicionais japoneses. Alguns teatros, museus e centros comerciais têm, em seus banheiros, as duas versões, indicadas na porta de cada cubículo - japanese toilet ou western toilet. Mas instruções em como utilizar o vaso ocidental eu ainda não tinha visto. Até o dia da foto aí de cima.

A saber: você precisa sentar pra usar o vaso, jamais se agachar sobre ele (parece óbvio, mas não é a posição que se usa no banheiro japonês, certo?); jogar o papel utilizado dentro do vaso sanitário e dar a descarga, apertando o botão (que aqui, às vezes fica na parede ao lado, outras na parede atrás, e outras ainda acoplados ao proprio vaso sanitário). Banheiros bem moderninhos tem o sensor que dispara a descarga assim que você se afasta do vaso.

Pronto. Agora vocês já sabem. Não se esqueçam de dar descarga e lavar as mãos! E enxugar as mãos na toalhinha que você carrega na bolsa, pois aqui não há papel toalha em banheiro público.


segunda-feira, 18 de abril de 2016

Sobe em minha moto!


Mamães e papais segurando o fôlego ao ver a foto, certo? Este pai leva o filho para a escola\creche todas as manhãs na garupa da moto. No primeiro dia fiquei chocada, depois reparei no cuidado do pai. A criança sempre usa capacete e vai bem presinha ao pai com um Ergobaby (aliás, quem não conhece o Ergobaby, corre pesquisar porque a possibilidade de carregar seu filho nas costas feito uma mochila é super confortável, bem melhor que carregar na frente.As costas agradecem!!!)

O Japão é um país pequeno em tamanho, mas com grande população. São 337 pessoas por km2! Apesar da grande indústria automobilística, os carros não tem muito espaço na vida das pessoas ou nas cidades. O uso de automóvel no Japão é o mais baixo entre os países que compõem o G8. Para comprar um carro aqui, você precisa comprovar que tem uma vaga de garagem. Estacionamento custa muito caro. Então, a maioria dos japoneses se locomove de bicicleta ou transporte público. Ou moto.

Quer uma carona?

sábado, 16 de abril de 2016

Na balada!


Por aqui, vamos a cada dia conhecendo novas pessoas, uma festa daqui, um jantar ali... e num desses jantares conheci a Cath Gyprock, uma advogada australiana espevitada que aqui no Japão dá aulas de inglês e canta numa banda!!!! Bora ver que apito toca a banda, certo?

Comecemos pelo bar chamado Golden Cup, pequeno, estiloso, absolutamente retrô. Do lado de casa, fomos a pé. A decoração é dos anos 50, os cartazes de bandas\shows de rock vão até os anos 70. E a banda... Honmoku Blues Express, essa abarca canções de todas as épocas.

O baterista é japonês (não saiu na foto, coitado), o guitarrista também, e é a cara do Keith Richards em versão nipônica. Baixista e cantores são"gaijins", e o saxofonista, um mistério! De olhos puxados, poderia ser oriental, mas o bigode grita mexicano por todos os pelos! E o nome da figura, Emilio. Pode ser tanta coisa, que deve mesmo é ser brasileiro!

Música boa, público animadíssimo, tanto os japoneses quanto os estrangeiros. Noite divertida e agradável. Porque não é só a terra que dança ao ritmo dos terremotos, aqui, as pessoas dançam também seguindo o ritmo da música. Obrigada Cath!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Entre terremotos e tsunamis


Nem só de beleza vive o Japão. Localizado em cima de uma falha geológica, o arquipélago japonês sofre com pequenos terremotos quase diariamente. Mas às vezes as placas tectônicas se movem mais bruscamente, e o estrago se vê ali na foto de hoje. Um templo destruído em Kumamoto.

Em março de 2011 aconteceu o grande terremoto, seguido de tsunami, e que causou muita destruição. Talvez o pior tenham sido os danos causados na usina nuclear de Fukushima, já que a radiação contaminou a água e seus efeitos perduram ainda.

O terremoto de ontem foi o mais forte desde o grande terremoto de 2011, e atingiu a cidade de Kumamoto, na ilha Kyushu, bem ao sul do país.  Foi tão forte - 6,4 graus na escala japonesa, que vai até 7 - que sentimos aqui em casa, a 995 km de distância.

Sempre que há um grande terremoto, acontecem depois terremotos secundários, de menor escala. A previsão é de que agora aconteçam vários pequenos terremotos por uma semana, até que as placas tectônicas se reacomodem. Desta vez, ainda bem, não há risco de tsunami.

Os pensamento ficam com a população de Kumamoto, que os danos causados sejam apenas materiais, e que o número de mortes (já são nove as vítimas) não aumente.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Um caminho de portais em Kyoto

Esse é um caminho de portais vermelhos (os portais, que estão em todos os templos Shintoístas, chamam-se "torii" em japonês) no templo Fushimi Inari, em Kyoto. O caminho de toriis data de 711 d.C.. Inari é raposa em japonês, e por todo o caminho há estátuas de duas raposas, os deuses desse templo.

Há controvérsias sobre o número de torii, mesmo porque miniaturas deles estão por toda parte, e isso superfaturaria os números, mas a conta mais comum é a de que há 10.000 portais, ao longo de 4 km, um caminho que sobre até o pico de uma colina e desce pelo outro lado, levando novamente ao santuário principal. Os portais tem escrito o nome da pessoa ou empresa que pagou por eles, você pode comprar um portal a partir de 2.000 yenes (65 reais! uma pechincha)

O caminho é longo, mas nem todo mundo faz a volta completa, existem alguns pontos de descanso (com um pequeno santuário, cemitério, restaurante, banheiro e lojinha de souvenirs religiosos) que são conhecidos pontos de escape. Você vai até o primeiro, ou até o segundo, e volta. Se no primeiro trecho há congestionamento de pessoas, o último é quase particular. Existe quem faça até o fim, e existe quem faça até o fim em forma de peregrinação, rezando em cada pequeno santuário, ou de joelhos, ou carregando algo pesado, ou usando sapatos tradicionais japoneses em madeira, bem desconfortáveis.

Caminhar por essa trilha tão cheia de significado (o portal é a entrada para o sagrado) é quase uma meditação. Por vezes você vai admirando o tamanho, a simetria ou o desenho que os portais formam, outras vezes presta atenção nas frestas de natureza entre um portal e outro.

Neste Japão, o que não falta é beleza e história.




terça-feira, 12 de abril de 2016

Animais de estimação!


Os japoneses amam seus bichinhos de estimação. Mas eles são um pouquinho mais que animais de companhia, na verdade, eu acho que são quase bonecas. Cachorro aqui nunca sai na rua pelado, sempre tem camiseta, ou camiseta e calça, ou vestidinho. Jaqueta para os dias mais frios, casaco de chuva para o tempo instável. E os carrinhos! Cachorro aqui tem carrinho, como carrinho de bebê, feito especialmente para eles. A gente se acostuma e acha bonitinho.

Mas os gatos, ah, os gatos!

Eu não sou acostumada com gatos, não entendo muito o comportamento independente dos bichanos, mas sempre pensei que gatos eram os chefes da casa. Nao aqui. A gente vê muito gato passeando na coleira. Esse bonitão da foto tinha camiseta, chapéu, coleira e um skate!!!! A mocinha dona dele carregava esse skate debaixo do braço; até pensei que fosse dela, mas depois vi que o skate também tinha uma cordinha, o gato sobe e ela vai puxando.

Todo mundo vem, brinca e pede pra tirar uma foto. No começo, eu tinha vergonha de pedir, mas depois vi que eles ficam muito orgulhosos pelo seu interesse no bichinho. Os japoneses sempre agradecem depois que você brinca com o cachorro ou gato deles. Oi? Eu é que agradeço. Se podemos brincar com todos, não preciso ter nenhum em casa! ;-)


segunda-feira, 11 de abril de 2016

O zen a a cidade



Esta foto foi tirada de cima do Castelo de Nagoya, em Nagoya, claro. O castelo tem uma história incrível, construído em posição estratégica para defender a cidade, foi concluído em 1612. Porém, durante a Segunda Guerra Mundial, foi atingido por uma bomba em maio de 1945 e o fogo consumiu quase tudo. Sobraram três torres, três portões e algumas pinturas em paredes e portas corrediças. O castelo foi todo reconstruído mantendo a parte externa tal qual era originalmente, porém seu interior é moderno, hoje um museu. Lá estão as pinturas que sobreviveram ao incêndio, reproduções de pequenas cenas da cidade de antigamente e a maquete do castelo original. 

Mas não é disso que eu quero falar. Eu gosto mesmo é dos contrastes.

O castelo e seu jardim\fosso ocupam uma grande área, tudo muito bem cuidado, jardins perfeitos, lagos, peixinhos. Você se sente fazendo parte da História. Mas pra lá dos limites do castelo, existe uma cidade grande. Moderna. Nagoya foi toda destruída durante a Segunda Guerra, e hoje ostenta prédios altos e avenidas largas. 

Mas ainda não é disso que eu quero falar. Quero puxar seu olhar para cima lá na foto.  Na altura dos últimos andares dos prédios lá no fundo. Para dois grandes corredores horizontais, no melhor estilo Blade Runner. 

Encontraram? Aquilo lá são os trilhos do trem bala, símbolo da modernidade do Japão. Eu gosto dos contrastes: o castelo de 1600 e o trem bala lá do futuro.

Tá bom, tá bom, já vou deturpar a idéia original e colocar outra foto. Este lindão é o castelo de Nagoya.

domingo, 10 de abril de 2016

Uma vida nova no Japão!!!

Entao. Anos depois e sem ter a menor ideia de onde ficam os acentos no meu teclado, eis-me de volta a escrita. O motivo do desaparecimento nem eu sei (desculpas existem muitas... as criancas, a falta de tempo, mudanca de país - ha! achei os acentos!), mas o motivo do retorno é nobre: mudamos para o Japão!

Mais especificamente Yokohama, a 40 minutos de Tóquio de trem-metrô.

Chegamos em janeiro e vamos nos adaptando, mas, como todos sabem, o Japão é outro mundo. Não, é outro universo. E ao mesmo tempo tão parecido com o Brasil, vai entender.

Nosso plano é ficar por aqui três anos. Contas bem malfeitas me deram esses mil dias, então eu me propus um desafio. Uma foto por dia, pra mostrar como é viver aqui. Pra mostrar as coisas boas, as coisas más, as estranhas e as realmente estranhas. Espero que dê certo, e que eu não arrume desculpas pra furar um dia ou dois.

Divirtam-se

Dia 1 - 11 de abril de 2016



Entre final de março e começo de abril acontece o Hanami, a festa das cerejeiras. O país inteiro pára para contemplar as cerejeiras em flor. A "beleza efêmera" conquista a todos, sejam crianças ou idosos, japoneses ou estrangeiros. E o ápice da comemoração é um piquenique sob a cerejeira no auge da floração, os japoneses passam a noite sob as cerejeiras, cantando e bebendo e comemorando a beleza de mais uma primavera. Bonito, certo? Nem tanto. Para que todos tenham o seu lugar ao sol - quer dizer, sob a cerejeira- alguns são sacrificados. A cada ano, um funcionário (ou um amigo, ou um membro da família) é convocado para guardar o lugar para o grupo! E isso significa estender seu plástico azul oficial de piquenique, sentar e esperar o resto da turma chegar. Essa praça da foto não faz parte dos locais badalados pra celebrar o Hanami, mas tinha uma cerejeira linda, e o rapaz da foto passou o dia cochilando sob a chuvinha fina e suportando um frio de 10 graus mais o vento. Espero que a turma  tenha valido a pena. Na verdade, espero sinceramente que houvesse uma turma. Hanami e solidão não combinam.

Fui! Beijo