E para que tudo isso aconteça, é preciso haver manutenção, claro. E além dos óbvios trabalhadores que limpam pedras, replantam árvores ou podam os arbustos, encontramos muitas vezes essas figuras quase invisíveis. São senhores e senhoras já de idade, sentadinhos na grama (musgo), arrancando cada matinho, cada erva daninha, cada rebento de natureza que resolva nascer sem obedecer a ordem do jardim.
É um trabalho minucioso, de paciência e atenção. Tanta atenção que minha câmera foi hipnotizada até chegar ali. Então mais uma vez vou corromper a idéia do blog e deixar uma foto em close do trabalho árduo da senhorinha.
Malu, fiquei impressionada em Kyoto no Honen-in: em algumas pedras ou pontes tinham flores recentemente colhidas posicionadas graciosamente... Não sei se é assim todos os dias mas imagina que tem um ser cuja função é colocar essas flores. Imaginei quem seria. Seria o mesmo que posiciona as pedrinhas brancas do jardim zen? Enfim, adorei a delicadeza!
ResponderExcluirRealmente, Marcela, delicadeza não falta por aqui. Eu sempre penso na história turbulenta do Japão, entre guerras e terremotos, e eles sempre encontram o tempo para redescobrir ou reconstruir a beleza.
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